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A compra e não exibição de
eventos esportivos e o apoio exagerado a uma só modalidade, no caso do futebol,
foram criticados nesta quinta-feira (25) no programa Ver TV, da TV
Câmara. Segundo os debatedores – o deputado Federal Carlos Zarattini (PT-SP), o
coordenador do Laboratório de Mídia Esportiva da Universidade Federal de Santa
Catarina, Giovani Pires, e o coordenador do Instituto Joaquim Cruz, Ricardo
Oliveira –, as emissoras devem dar atenção a todas as modalidades para ajudar a
difundir o esporte no Brasil.
Zarattini afirmou que as
empresas televisivas não devem comprar os direitos de transmissão e deixar de
mostrar os eventos ao público devido à audiência.
Eu acho muito positivo
diversificar [a transmissão das modalidades]... Existe também o caso da
emissora que compra, não transmite e não permite que ninguém veja. Isso é um
verdadeiro crime. Ou até muda o horário [do evento], como botar o jogo de
manhã. Isso é o fim.
Um dos exemplos positivos
ressaltados pelo programa foi a transmissão dos Jogos Olímpicos de Inverno pela
Rede Record, em fevereiro. A Globo possuía os direitos do evento anteriormente,
mas nunca transmitiu a Olimpíada para a TV aberta.
Os debatedores também
afirmaram que o esporte deve modificar a grade da televisão, e não a emissora
mudar os horários dos eventos esportivos, outra artimanha utilizada pela Globo,
que leva jogos de futebol para as 21h50, fazendo-os terminar quase meia-noite.
Esse horário dificulta a ida de muitos torcedores ao estádio, pois há grande
dificuldade de transporte após a partida, além do cedo despertar no dia
seguinte.
Para Giovani Pires, a
transmissão de modalidades variadas na televisão é muito mais benéfica à
sociedade do que o modelo comercial de esconder alguns esportes que dão menos
audiência.
Sem dúvida nenhuma a
monocultura tem contribuído há anos para que a diversidade da cultura esportiva
no Brasil fique cada vez mais restrita. Como a televisão mostra apenas futebol,
inviabiliza outras modalidades.
Ele também criticou
emissoras que concedem o direito de transmissão para outra empresa, mas obrigam
que esta terceira transmita o mesmo jogo, para não criar diferenciação de
grade. Para tal, ele citou a Globo e suas concessões para a TV Bandeirantes.
Já Ricardo Oliveira elogiou
a transmissão dos Jogos Olímpicos de Inverno pela Rede Record para a TV aberta
e criticou a centralização das atenções no futebol.
Quando você tem o
cerceamento, você impede a disseminação [das modalidades]. Transmitir [a
Olimpíada de Inverno] é bom para você poder apreciar o espetáculo, que é muito
bonito.
Fonte: R7
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